Clínica Cemel

Esteatose hepática

Os novos dados do Vigitel 2024, divulgados pelo MS , mostram um retrato direto: 62,6% dos adultos estão com excesso de peso e 25,7% já tem obesidade. 

  A gente sabe que o excesso de peso além de comprometer a qualidade de vida, está associado a uma série de complicações metabólicas, como diabetes tipo 2, hipertensão, dislipidemia, doenças cardiovasculares e hepáticas.

  Em relação à esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH) – gordura no fígado – é sabido que a longo prazo ela pode levar à doença hepática crônica avançada e suas complicações, com números crescentes nas últimas décadas. Por isso a ciência está em busca de tratamentos capazes de modificar a sua história natural.  

  Nesse sentido, a tirzepatida, recentemente incorporada ao arsenal terapêutico da obesidade, demonstrou-se promissora nesse problema de saúde, de acordo com o estudo chamado SYNERGY-NASH, publicado em 2024.

  Esse estudo mostrou que ela pode ajudar no tratamento da MASH, pois os pacientes que fizeram 1 ano de uso: mais da metade obtiveram melhora na inflamação do fígado (62%), muitos apresentaram regressão da fibrose e além disso houve ainda redução importante do peso.

   Portanto a tirzepatida com seu perfil farmacológico único, aliado a uma eficácia superior e a benefícios cardiometabólicos consistentes, coloca o medicamento como um dos agentes promissores, ainda em pesquisa, no tratamento da esteato-hepatite associada a disfunção metabólica.