Clínica Cemel

Resistência à insulina, intolerância à glicose, qual a relação com o ganho de peso?

    A obesidade está associada a uma inflamação de baixo grau do tecido adiposo, resultante da ativação crônica do nosso sistema imunológico , com consequente  aumento da produção e secreção de uma ampla gama de substâncias inflamatórias, que podem ter efeitos locais no funcionamento do próprio tecido adiposo, bem como efeitos globais em outros órgãos. 

    Ou seja, o tecido adiposo é metabolicamente ativo, levando a alterações em diversos hormônios envolvidos no nosso metabolismo.

    E um desses hormônios é a insulina produzida no pâncreas. Essas substâncias inflamatórias levam a uma dificuldade na sua ação, principalmente em tecidos como o  fígado e o músculo.

    Então o que acontece é que o pâncreas em resposta produz mais insulina para tentar compensar esse bloqueio, o que gera um ciclo que dificulta a perda de peso, levando à maior resistência à insulina, intolerância à glicose (o pré-diabetes) ou até mesmo o diabetes.

    Sabe aquele resultado do laboratório em que a glicose vem com valores de 110, 120 mg/dl? 

    Então a obesidade e a resistência à insulina estão intimamente ligadas.

    Assim, pode-se considerar que a obesidade corresponde a uma condição inflamatória clínica que promove a produção de fatores inflamatórios envolvidos na gênese da resistência à insulina e aumento da glicose. E você já sabia disso?

    
Dr Nelson Hideaki Kato 
Cardiologista Clínico e do Esporte.
CRM ES 9896 RQE 6123