No dia 20 de março vai vencer a patente da Semaglutida princípio ativo do Ozempic e Wegovy no Brasil
No dia 20 de março vai vencer a patente da Semaglutida princípio ativo do Ozempic e Wegovy no Brasil, assim como no mesmo mês também irá vencer em outros países como a China, Índia, Canadá e Turquia. Juntas são 40% da população mundial, e concentram 33% das pessoas com obesidade no planeta. A corrida pelos genéricos começou.
Hoje, esses remédios movimentam cerca de R$ 10 bilhões por ano no país, mas a expectativa do setor é que o mercado dobre de tamanho e alcance R$ 20 bilhões já em 2026, impulsionado pela entrada de versões similares e genéricos.
A lógica é conhecida na indústria farmacêutica: quando uma patente cai, a concorrência se amplia rapidamente. No caso da Semaglutida, o movimento tende a ser ainda mais intenso porque o medicamento se tornou um fenômeno cultural além de clínico.
Nos bastidores da indústria farmacêutica brasileira, laboratórios se preparam há meses para lançar versões próprias da semaglutida assim que a patente terminar.
Entre os primeiros movimentos estão os da EMS, que já entrou no segmento de análogos de GLP-1 em 2025 com dois medicamentos baseados em Liraglutida. Com a patente da Semaglutida prestes a expirar, a empresa também planeja lançar sua própria versão da molécula.
Outros grupos nacionais seguem o mesmo caminho. Hypera Pharma, Cimed, Biomm e Prati – Donaduzzi anunciaram projetos para lançar Semaglutida após abertura regulatória. A Eurofarma, por sua vez, opera em parceria com a própria Novo Nordisk para ampliar a distribuição de alguns produtos no país.
É sabido que 63% dos adultos têm medo de agulha. Por isso, a corrida agora é pelo comprimido, por isso a Novo Nordisk lançou o Wegovy em comprimido em janeiro de 2026. A Elli Lilly tenta aprovar o Orforglipron (versão oral).
Com o fim das patentes, os laboratórios podem lançar versões mais baratas do medicamento, abrindo um mercado que pode ultrapassar 150 bilhões de dólares nos próximos anos em todo o mundo.